terça-feira, 6 de setembro de 2011

Neste 7 de setembro de 2011, em vez do Grito da Independência, vamos fazer o GRITO dos EXCLUÍDOS

A elite está armando um golpe contra a democracia da Cidade.

Essa câmara não tem nenhuma representação de mulher, negro, da comunidade,... E por que não tem?

Porque o poder da forma como está constituído e com as regras que regem a eleição são excludentes. Infelizmente para a disputa do poder o que vale é o dinheiro e não as ideias e projetos.

Essa câmara não representa o interesse do povo, representa uma elite que quer se perpetuar no poder. Nós, do PSOL, queremos a ampliação dessa representação, para que possa ser dada a chance de se ampliar com mandatos populares.

A lei orgânica do Município fala em 21 vereadores, nós já tivemos 21 vereadores, quando diminuiu para 15 , não houve redução da verba, a Câmara continua comendo 6% do orçamento municipal. O que eles querem é não dividir por mais, e assim sobrar dinheiro para festas em castelos, carros zero, viagens, cabides de emprego, mamatas ... e nenhum controle sobre eles, querem manter a perpetuação de determinadas famílias no poder e os vícios adiquiridos da velha e feia política.

Então não é problema de gasto público. Se o problema fosse gasto público eles fariam o que o PSOL propõe:

· redução desta verba;

· redução do salário do vereador;

· um orçamento participativo para a Cãmara (que a sociedade tenha controle sobre esta verba); e

· queremos 21 vereadores ampliar a representação popular e diminuir o custo com redução do orçamento público.

Esses oportunistas se aproveitam da rejeição que a população tem dos políticos (maus) - com toda a razão, pois todos os dias vemos manchetes de jornais onde estão envolvidos com roubalheira, desvio e mau uso do dinheiro público. Nós, do PSOL, somos a prova de que há sim bons políticos e se constata com a atuação de nosso pequena, mais representativa e combativa bancada, confira as ações de nossos deputados estaduais como Marcelo Freixo e Janira Rocha ou de Chico Alencar, Ivan Valente e Jean Willians na câmara federal ou no senado com Marinor Brito e Randolfe Rodrigues. Fazemos a diferença!

Convidamos a toda a cidade a entrar na campanha GRITO dos EXCLUÍDOS ligando para a Câmara e exigindo que os vereadores votem por uma representação de 21 vereadores para que pelo menos seja dada a chance de haver mandatos populares.

Ligue e diga: “queremos nos ver representados”. Tel.: 0800 209 208 ou 2291 9200 ramal 9351(ouvidoria)

POR MORALIDADE na POLÍTICA. POR DEMOCRACIA.

E nós, do PSOL, vamos construindo uma alternativa de moralidade na cidade, venha conhecer o PSOL. Fazemos renião toda segunda às 19:30, na sala 207 do Edifício Vitrine. Aproveitamos para convidar para o nosso Cine Club que, uma vez por mês, (última quinta-feira do mês) às 19:00, assistimos e discutimos um filme.

E dia 17/09, teremos uma mesa redonda para discutir este país e esta Cidade das 9:30 às 13:30 h na Câmara de vereadores.

No dia 25/09, também estaremos lá na Câmara realizando nossa Conferência Municipal.

Todos do bem são bem vindos!!!

Aguardo vocês para um bom debate

Ester Mendonça

Presidente do PSOL Petrópolis

sábado, 3 de setembro de 2011

A VERDADE SOBRE OS BONDES DE SANTA TERESA!

A AMAST acaba de disponibilizar em seu site o dossiê da verdade, subsidiado com documentos e informações suficientes para contestar todas as mentiras que vêm sendo repetidas pelo Governador do Estado, pelo Secretário Júlio Lopes e pelos demais responsáveis pelas 7 mortes. Divulguem!



A VERDADE SOBRE OS BONDES, PROVADA COM DOCUMENTOS

agosto 29, 2011 0 Comentários e 0 Reações

PROCESSO 0364100-05.2008.8.19.0001 NA 3ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA:

  • Liminar em 17/11/2008: ordenou a recuperação completa do sistema, conforme Plano Estadual de Transportes, incluindo a devolução dos 14 bondes tradicionais, recuperação das estações, cabos aéreos, via permanente de trilhos e gradil sobre os arcos da Lapa. Multa diária de R$ 50.000,00 por descumprimento.
  • Sentença em 24/08/2009: confirmou a liminar, fixou prazos para cumprimento, proibiu que fossem feitas intervenções irregulares no sistema de bondes e condenou o Estado e a Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL) por danos coletivos.
  • Acórdão na Apelação em 10/11/2010: confirmou a liminar e a sentença, que foram mantidas.
Todas as decisões acima comportavam cumprimento imediato, por força do art. 520, VII do Código de Processo Civil. RESPONSABILIZAMOS PUBLICAMENTE PELA DESOBEDIÊNCIA ÀS ORDENS DA JUSTIÇA: O Governador Sérgio Cabral e o Secretário Júlio Lopes (nunca cumpriram a ordem judicial); Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (nunca pediu à justiça a execução da multa ou as providências necessárias para que a decisão fosse cumprida).

PROCESSO TCE-RJ nº 109.637-5/2005:

  • Sessão de Julgamento em 18/08/2009: Conselheiros do TCE-RJ julgaram ilegal o contrato firmado entre a CENTRAL (Cia. Estadual de Transportes e Logística) e a T’TRANS – Trans Sistemas de Transportes e Logística, por irregularidades nos valores praticados e falta de transparência nas justificativas dos preços.
  • Foram declarados ilegais tanto o contrato principal quanto seus aditivos (Contrato 006/ASJUR/2005 tendo como objeto o fornecimento de bens e a modernização de 14 bondes, firmado em 14/07/2005, no valor de R$ 14.096.913,99).
  • Foi aplicada multa ao Presidente da Central à época, Albuíno Cunha de Azeredo, e ao Diretor de Administração de Finanças da CENTRAL à época;
  • Determinou-se a expedição de ofício ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para apuração de eventuais crimes ou atos de improbidade;
APESAR DESSE JULGAMENTO, NÃO SE TEM NOTÍCIA DE RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL OU CRIMINAL DOS ENVOLVIDOS PELOS DANOS AO ERÁRIO. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que tomou conhecimento dessa decisão e, na qualidade de representante dos interesses da coletividade, nada fez, seja contra os agentes públicos envolvidos, seja contra a empresa T’ TRANS, que foi a maior beneficiada nessa transação questionável.

ANÁLISE E CONCLUSÃO DO CREA-RJ (CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO RJ) SOBRE O ACIDENTE DE 16/08/2009:
  • Relatório da CAPA – Comissão de Avaliação e Prevenção de Acidentes, em 21/02/2010: após o acidente que matou a Profa. Andréa de Jesus Rezende, em 16/08/2009, foram realizadas audiências públicas no CREA e na ALERJ, nas quais os referidos órgãos ficaram cientes das denúncias apresentadas pela AMAST, notadamente quanto aos repetidos acidentes e incidentes ocorridos após a implementação dos bondes submetidos à modificação tecnológica pela empresa T’TRANS, com anuência do Governo do Estado e cumplicidade da Secretaria de Transportes.
  • O CREA avaliou os aspectos éticos e técnicos do ocorrido, concluindo pela existência de Grave erro no projeto elaborado pela T’TRANS, omissão da Prefeitura do RJ quanto à ordenação do trânsito em Santa Teresa, recomendando a retirada de circulação dos novos bondes, submetidos à transformação tecnológica denunciada exaustivamente pela AMAST quanto ao custo, ao caráter experimental, ao fracasso e à insegurança dos veículos.

REQUERIMENTOS DA AMAST E DA POPULAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO:
  • Pedido de providências, em 25/08/2009, no sentido de cobrar do Governo do Estado, a manutenção dos dois bondes tradicionais (não submetidos à alteração tecnológica), que estavam em situação de penúria e ofereciam riscos à população.
  • Mutirão Virtual, em 29/06/2011, para cobrar explicações do Ministério Público sobre a omissão em pedir à justiça a execução, isto é, o cumprimento das decisões judiciais, a imposição da multa determinada pela justiça e outras providências cabíveis. O MP-RJ recebeu centenas de mensagens por meio de sua Ouvidoria. Só no Facebook, um dos muitos canais de divulgação da mobilização,104 pessoas confirmaram ter enviado mensagem ao MP. NENHUMA SATISFAÇÃO FOI DADA AOS MORADORES QUE MANDARAM MENSAGENS PARA O REFERIDO ÓRGÃO. NENHUMA PROVIDÊNCIA FOI TOMADA, NO SENTIDO DE EXECUTAR AS DECISÕES DA JUSTIÇA.
  • Além dessas providências, foram feitas reuniões presenciais com o Promotor responsável pelo caso, e tudo o que ouvimos foram promessas e teses jurídicas.
  • Em 24/08/2011 o Conselho Nacional do Ministério Público abriu processo, a pedido de uma moradora de Santa Teresa, para investigar a omissão do MP-RJ em pedir o cumprimento da sentença. Os andamentos do processo podem ser consultados nosite do CNMP, pelo número 0.00.000.000906/2011-95.

MENTIRAS OFICIAIS REPETIDAS JAMAIS SE TORNARÃO VERDADES!

agosto 29, 2011 0 Comentários e 0 Reações

MENTIRAS OFICIAIS, REPETIDAS DE FORMA INCANSÁVEL PELO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL E PELO SECRETÁRIO JÚLIO LOPES:

1) Os bondes precisam ser modernizados: MENTIRA
  • O sistema de bondes de Santa Teresa funciona há 115 anos e a história evidencia que os problemas de maior gravidade sempre estiveram ligados à falta de manutenção e ao abandono do poder público.
  • A aventura tecnológica de transformação dos bondinhos em protótipos de VLT mostrou-se um fracasso, cujos resultados foram inúmeros acidentes de menor proporção e incidentes (devidamente ocultados pela CENTRAL e pela Secretaria de Transportes), poluição sonora, instabilidade nas curvas, passageiros feridos e morte da Profª Andréa de Jesus Rezende.
  • O próprio Secretário Júlio Lopes admitiu à imprensa que o processo de “modernização” foi interrompido em função dos inúmeros e recorrentes problemas apresentados pelos “modernizados”. Até hoje a T’TRANS não entregou os 14 bondes previstos em contrato. Onde está o dinheiro?
  • A T’TRANS deu apenas 1 (um) ano de garantia. A transferência de tecnologia e o treinamento dos funcionários da oficina dos bondes foi precário. A manutenção dos bondes-VLT, também conhecidos como Franksteins, é incrivelmente mais onerosa do que a manutenção dos bondes tradicionais.
  • Para diminuir o barulho causado pelos franksteins nas curvas, é necessário comprar uma cêra, cuja lata custa mais de R$ 500,00 e nem sempre há verba disponível para essa finalidade.
  • Os bondes são tombados e o tombamento não abrange apenas sua aparência “bucólica” ou “pitoresca” como imaginam alguns, ou como propagam levianamente outros. O decreto de tombamento abrange o sistema como um todo. Qualquer alteração, inclusiva modernização, deve ser precedida de revisão do decreto de tombamento. Não basta aprovação dos órgãos de patrimônio (IPHAN e INEPAC), pois a atuação destes não pode se sobrepor à lei.
2) Os bondes serão municipalizados: MENTIRA
  • O Sistema de Bondes de Santa Teresa é uma modalidade de transporte de interesse local que acabou ficando com o Estado na época da fusão do Estado da Guanabara. A municipalização é importante. Com ela, os usuários do serviço teriam melhores condições de cobrar da Prefeitura a manutenção, conservação e bom funcionamento, que poderia ser desenvolvido conjuntamente com os demais órgãos municipais de ordenação do trânsito. A Câmara Municipal, por meio dos vereadores, poderia melhor servir aos interesses da população fiscalizando a atuação do Poder Executivo na gestão do sistema.
  • Entretanto, ao declarar que os bondes seriam municipalizados, o Governador Sérgio Cabral estava mentindo. É de conhecimento público que o Governador manipula declarações conforme suas conveniências. À época do acidente que matou a Profª. Andréa, declarou que iria municipalizar os bondes, aparentemente transferindo a responsabilidade para o Prefeito Eduardo Paes.
  • O Prefeito, com a habitual submissão ao “chefe”, jamais esboçou uma única palavra sobre o assunto, jamais moveu uma palha para viabilizar a municipalização, mas aceitou calado a declaração, para ajudar Cabral a desviar o foco. Lamentavelmente, a imprensa de modo geral entregou-se a esse “jogo de empurra”, reproduzindo de forma subserviente a declaração do Governador, até que a mobilização popular e o clamor público sobre o assunto se dissipassem.

3) Não há verba para manutenção: MENTIRA

  • Ainda no Governo de Rosângela Garotinho o Banco Mundial (BID) disponibilizou 22 milhões para serem aplicados na recuperação do Sistema de Bondes.
  • Desse valor, mais de 14 milhões foram destinados à aventura tecnológica fracassada de transformação dos bondes tombados em VLT. A empresa T’TRANS foi agraciada com esse contrato (julgado ilegal pelo TCE-RJ), para promover modificações ilegais nos bondes tradicionais, ao custo unitário de mais de R$ 1 milhão por veículo, ao passo que a recuperação integral de um bondinho tradicional custava, à época, cerca de R$ 300.000,00.
  • Até hoje o Governo do Estado/Secretaria de Transportes e a CENTRAL não prestaram contas de forma transparente sobre a aplicação da verba disponibilizada pelo BID, nem apresentaram o cronograma de execução do contrato ilegal firmado com a T’TRANS.
  • A CENTRAL, que administra o Sistema de Bondes, sofre execuções em âmbito trabalhista e fiscal por razões que nada têm a ver com os bondes. Tratam-se de centenas de processos e um imenso passivo jurídico oriundo da rede ferroviária estadual. Há inúmeras formas de resolver essa situação; uma das possibilidades seria individualizar o patrimônio do SBST e alocá-lo em uma empresa pública voltada unicamente para a gestão do serviço. O Governo do RJ jamais moveu uma palha para modificar esse quadro.
4) Não há peças de reposição no mercado: MENTIRA
  • Os trabalhadores da oficina dos bondes e a população de Santa Teresa que utiliza o serviço há décadas sabem que existem fornecedores de peças no mercado, têm o contato desses fornecedores e já chegaram inclusive a organizar compra simbólica de peças para doação pública à oficina, como ato de protesto pelo abandono.
5) Os passageiros andam no estribo porque gostam, por tradição ou porque é cultural : MENTIRA
  • Os passageiros andam no estribo porque não há bondes suficientes em circulação.
  • Ao contrário do que o Governador e o Secretário de Transportes repetem, o bonde, apesar de símbolo da cidade, não é um mero equipamento turístico. Embora atenda turistas, trata-se de um meio de transporte utilizado pela população de Santa Teresa. A população depende e precisa do transporte por bondes.
  • O transporte no estribo é tolerado de forma vil pelo Governo do Estado/Secretaria de Transportes e CENTRAL, que, incapazes de lidar com as consequências do abandono, agem permissivamente e fecham os olhos para os riscos, para não agravarem a revolta da população.
  • A omissão e a permissividade é tão verdade que só agora, após a queda do turista francês, foram colocadas placas pelo bairro alertando para o risco de viajar no estribo. Estas placas não tem nenhuma serventia além de poluição visual, pois enquanto houver tolerância e enquanto não houverem bondes suficientes para atender a demanda, as pessoas continuação se arriscando.
6) A superlotação nesse acidente foi um fato isolado e será devidamente apurada: MENTIRA
  • A superlotação é um problema habitual, que tem se agravado nos últimos anos, o que sempre foi de conhecimento da Secretaria de Transportes e da Central Logística.
  • Compreender o problema é uma questão de Física: a superlotação ocorre porque não há bondes suficientes para atender a demanda.
  • Se o Secretário Júlio Lopes foi “surpreendido” pela superlotação, das duas uma: ou é incompetente, e deve ser exonerado por desconhecer a realidade do sistema de transporte vinculado a sua pasta, ou é irresponsável, e deve ser exonerado por fechar os olhos para o problema da superlotação , tolerar que as pessoas viajassem em bondes lotados e aplicar a verba de recuperação dos bondes em uma aventura tecnológica.

OUTRAS MENTIRAS OFICIAS SERÃO ACRESCENTADAS.

Abaeté Mesquita
AMAST - Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa
Twitter: @amast_santa



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Visite a página da AMAST - Associação dos Moradores e Amigos de Santa Teresa
www.amast.org.br

Comunicado

A Justiça Eleitoral determina prazo para filiação partidária para quem pretende se candidatar em 2012 seja para prefeito ou vereador.

O PSOL chama atenção que o prazo partidário é o dia 5 de setembro de 2011 - segunda, para que possa dar tempo de proceder determinações estatutárias do partido, encaminhar àSecretaria do PSOL e estar com inscrição no TRE antes de 7 de outubro de 2011.

Se você é do bem, tem ficha limpa, acredita que nada é impossível de mudar, está indignado, tem desejo de contribuir para a conquista de justiça social e liberdade e quer ser um representante político, amparado no programam do PSOL, para defender os interesses da classe trabalhadora, dos excluídos de direito, dos estudantes, das minorias, da natureza, dos animais, da moralidade pública, VENHA !!!!.

Estaremos na próxima segunda-feira (dia 5 de setembro) recebendo as filiações em nossa REUNIÃO;

Dia 5 de setembro de 2011 (2ª);

Das 19:30 às 21 :30 h

Local: Sala 207 do Edificio Vitrine Centro - Petrópolis - Rua Vereador Prudente Aguiar, 38

O que precisa para pedir a filiação?

- preencher e assinar formulário próprio - entregamos na hora

- apresentar cópia da identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência.

Todos serão muito bem vindos, indicamos que estude o estatuto e o programa do PSOL (vide em nosso blog - http://psolpetropolisblog.blogspot.com/ )

Aguardo segunda; o aguardo para um bom debate.

Ester Mendonça

Presidente PSOL Petrópolis

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PSOL: O ORGULHO DA REPÚBLICA

Uns ganham a mídia por motivos vergonhosos, nós (do PSOL) nos orgulhamos pelo reconhecimento também através do prêmio de nossos deputados CHICO ALENCAR (PSOL); JEAN WYLLIS (PSOL); e IVAN VALENTE (PSOL).

Tricampeão!


Pelo terceiro ano seguido, Chico Alencar venceu o Prêmio Congresso em Foco! Realizada entre os 267 jornalistas de 55 veículos que cobrem o Congresso Nacional, a votação premia os melhores deputados do Brasil. Jean Wyllys ficou em terceiro lugar, e Ivan Valente em oitavo. Pelo quinto ano, a bancada do PSOL na Câmara foi totalmente contemplada. No Senado, Randolfe Rodrigues ficou em sétimo. Agora é com você! A partir de hoje, a eleição começa no site. Em 2010, Chico também foi o primeiro na votação pela internet. Vote, e não se esqueça de confirmar! Em época de tantos escândalos, é mais do que necessário valorizar aqueles que fazem a boa política.


fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/chico-alencar-reguffe-e-jean-os-melhores-na-camara/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CINE CLUBE - 25/08 (Quinta-feira)

“Pro dia nascer feliz?”, de Delphine Michel

“Nunca panfletário nem óbvio, João Jardim encontra um viés próprio para nos colocar frente a frente com o nosso futuro (...). Como uma lâmina precisa, o filme corta a alma”. (Fernando Meirelles)

Pro dia nascer feliz apresenta-se, aparentemente, como um documentário sobre o sistema educacional no Brasil. O diretor João Jardim, autor do lindíssimo documentário sobre cegueira e visão, Janela da alma, escolheu seis escolas, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco, para esboçar um retrato das desigualdades do acesso à Educação, trazendo depoimentos dos alunos dessas escolas. Ele evidencia os contrastes gritantes que existem dentro do sistema público, por exemplo, entre a escola da cidade de Manari, no Estado de Pernambuco, cidade com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, e as escolas de São Paulo. Mas, sobretudo, João Jardim registrou o abismo que existe entre uma escola da elite paulista – o colégio Santa Cruz – e qualquer escola do sistema público.

O filme abre com imagens de arquivo da campanha educacional de 1962, lembrando que, na época, 14 milhões de jovens não tinham acesso à educação. Uma manchete alardeava que “na cidade sem escola, jovens escolhem o crime”. Hoje, as estatísticas nos dizem que 97% dos jovens vão para escola, mas João Jardim lembra justamente que o acesso à escola em si não quer dizer nada: para que serve a escola, se não oferece perspectivas para os jovens? Para que serve se, pelo sucateamento que sofre o sistema público, a escola não ensina nada? Para que serve se as escolas, em vez de diminuírem as desigualdades, as reforçam?

Ele coloca poucos dados, mas suficientes para se ter uma idéia do abandono no qual se encontra a escola pública brasileira: 13.700 escolas brasileiras não têm banheiro; 41% dos alunos que ingressam no ensino fundamental não concluem a 8ª série. A metade dos alunos que concluem o ensino médio não sabe ler ou escrever. Mesmo o acesso físico à escola não é sempre garantido. Assim, há crianças que têm de percorrer mais de trinta quilômetros para chegar à escola de Inajá, em Pernambuco. Durante a semana da filmagem, essas crianças e jovens só conseguiram ter três dias de aula, porque o ônibus estava quebrado.

O olhar atento e discreto do diretor se dirige primeiro aos jovens. Para João Jardim, não se trata de realizar um estudo sociológico sobre o ensino no Brasil, nem de analisar as responsabilidades do Estado e do governo: ele quer simplesmente conhecer melhor a psiquê dos jovens brasileiros, mergulhados num mundo violento e sem perspectiva. Ele cita, no título, a letra de Cazuza, “Pro dia nascer feliz, essa é a vida que eu quis”, com a intenção de alertar-nos sobre o destino daqueles jovens que não terão a vida que queriam ter. “O filme tenta jogar um pouco de luz nessa questão de como o jovem se comporta dentro da escola, não apenas em relação aos professores, mas também em relação aos colegas e a esse momento intenso em que vive, num mundo extremamente violento e com poucas oportunidades” , afirma o diretor.

Essa opção de João Jardim poderia ser criticada. De fato, é uma pena que o diretor não tenha tentado “jogar luz” também sobre a questão do professor. O documentário deixa no ar várias acusações em relação às faltas dos professores e à ausência de compromisso com os alunos. O depoimento da diretora da escola de Itaquaquecetuba, nesse aspecto, só contribui para reforçar os preconceitos contra o professor: após explicar a substituição dos professores efetivos faltosos por eventuais (sem nem comentar o quanto esses professores eventuais são explorados), ela queixa-se do excesso de faltas e sustenta que é por causa da “legislação permissiva”. Os alunos também não vão muito além do conflito com o professor, que é apontado como um dos principais responsáveis da baixa qualidade do ensino.

Nesse aspecto, existe certo desequilíbrio no documentário. Só o depoimento da professora Celsa (Itaquaquecetuba) – reconhecida como uma boa professora pelos alunos, já que ela incentiva a criatividade dos mesmos, através do fanzine da escola – expressa o dilema quotidiano dos professores, o esgotamento físico e moral que eles sofrem dentro de uma instituição que os abandona ao seu próprio destino, com condições de trabalho absurdas, salários miseráveis e ausência completa de perspectiva: “Eu falto por cansaço (...) a carga física e moral é maior do que o ser humano pode suportar (...), você se envolve, mas nem sempre tem retorno. O professor perdeu a dignidade (...) e o Estado deixa tudo jogado. Todo mundo está cansado de ouvir os problemas da Educação, mas ninguém faz nada”. Este é o único depoimento que aponta a responsabilidade do Estado em relação à péssima qualidade do ensino.

Essa falha talvez se explique pela forma exaustiva que o João Jardim escolheu. Não tem uma unidade narrativa suficiente, já que o diretor quer dar uma representação da escola e da juventude, em geral, no Brasil. O filme acaba sendo um pouco fragmentado. De fato, seria preciso filmar outro documentário, para poder colocar mais nitidamente a realidade da exploração e alienação crescentes no trabalho de professor.

Apesar dessa lacuna, o documentário vale pela intensidade dos depoimentos, que são simples, mas às vezes arrepiantes. Valéria, moradora de Manari gosta de ler Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade, escreve poemas lindos sobre “a paixão da arte de viver”, mas nunca é valorizada pelos professores: “Não dão notas boas”, porque não acreditam que ela foi capaz de escrever textos assim. Sabe perfeitamente que “seria uma adolescente normal”, se não tivesse uma família de onze pessoas e que “poderia ter lazer, se não tivesse que trabalhar”.

Keila, de Itaquaquecetuba, queria se suicidar, mas achou no fanzine da escola e na poesia uma maneira de extravasar o seu sofrimento. Um ano depois, ela já entra na fábrica para dobrar calças e sente na pele a exploração do jovem trabalhador e a alienação resultante de um trabalho repetitivo, perdendo até a vontade de escrever. Rita, ameaçada por duas colegas, prefere mudar de escola, engravida, e tem de parar de estudar durante dois anos.

O depoimento mais forte é ouvido em off, por cima da bela e triste imagem dos pingos de chuva caindo no chão: uma aluna comenta friamente que resolveu esfaquear a colega na escola “pra tudo mundo ver”. “Ela quis me barrar na festa. Eu pensei: ela tem que morrer, essa safada. Fui procurar ela na hora do intervalo e achei no corredor. Aí, foi daquele jeito. Mandei ver. E ela estava no chão esticada. Ela ia morrer de qualquer jeito um dia. Só antecipei”. E conclui: “Não dá nada matar sendo ‘de menor’, três anos passam rápido”. Este depoimento dramático demonstra a magnitude da banalização da violência e a perda do sentido da vida, dos outros e da sua própria, para quem não vê futuro algum.

Outros jovens fogem da escola para roubar e se divertem “com a cara da vítima quando está perdendo”. Mas lembram quem são os verdadeiros ladrões da sociedade: os políticos corruptos que se enriquecem à nossas custas.

Segundo Jardim, “se existe algum caminho para esses jovens, é o do protagonismo. Eles estão sendo tolhidos. A escola tem que achar alguma forma criativa deles extravasarem, porque, caso contrário, eles vão escolher outros caminhos para isso”.

Duvidamos que a escola, por si só, seja capaz de proporcionar perspectivas para a juventude dentro do sistema capitalista. Aliás, o plano aéreo onde Jardim filma na seqüência um bairro rico, com seus prédios imponentes, com suas piscinas, e, ao lado, encostada na riqueza, uma favela de barracos miseráveis, não deixa dúvidas de que essa falta de perspectiva não se resolverá na escola.

O trecho sobre o colégio Santa Cruz nos apresenta os poucos que “tem o privilégio de saltar do drama (da sobrevivência) para a tragédia (da existência)”, como diz Fernando Meirelles. Thais, Ciça e os outros estudam numa escola luxuosa da elite, no bairro Alto de Pinheiros. Esses adolescentes poderiam nos emocionar, já que têm dúvidas, questionamentos, e problemas existenciais. Aliás, diferentemente dos outros adolescentes, choram muito – pelas notas e pelos namorados. Mas quando se trata de evocar a desigualdade social, eles mostram claramente o que significa ser parte da burguesia paulistana. É desesperador ouvir as moças refletirem sobre as “bolhas” que dividem o mundo, e se o fato de enxergar o menino que vende balas na rua como um ser humano deixa a “bolha” mais transparente ou não. Arrepia ouvir uma dizer tranqüilamente que “não dá para fazer trabalho voluntário, porque vou ter que deixar de ir numa aula da natação”, ou outros concluírem com uma inocência cínica que o mundo dos pobres e o mundo deles são dois mundos diferentes, mas o problema é justamente que é o mesmo mundo...

As últimas imagens demonstram, mais do que outras, a sensibilidade do olhar de João Jardim: ele registra uma série de retratos de jovens, com planos fixos longos, que expressam toda a urgência para esses adolescentes do dia “nascer feliz”. E filma de novo Valéria dizendo, à maneira dos repentistas, uma poesia sobre Manari, “sua terra por ventura”. “Esse depoimento não está lá só para levantar o astral do filme, mas porque para mim, Pro dia nascer feliz é muito mais uma discussão sobre desperdício, falta de oportunidades que tem o jovem brasileiro”, comenta João Jardim. Ele conseguiu com certeza transmitir-nos sua preocupação, com muita simplicidade, e sem ser nunca piedoso.

Por fim, guardaremos na memória as imagens finais das crianças com prato de comida, que, durante os créditos, olham para a câmera com olhos arregalados.


FICHA TÉCNICA:
Gênero: Documentário
Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento: 2006, Brasil
Direção: João Jardim
Roteiro: João Jardim
Edição: João Jardim
Produção: Flávio R. Tambellini e João Jardim
Música: Dado Villa-Lobos
Fotografia: Gustavo Hadba


Nosso cine clube acontece toda última quinta-feira de cada mês, às 19:00. Depois conversamos/debatemos sobre o filme/documentário.
Endereço: Trav. Ver. Prudente Aguiar, 38 (Ed. Vitrine - sl. 207)
A entrada é gratuita.
Então venha!